quinta-feira, 5 de abril de 2012

QUINTA DE POESIA








Canção do ver – 5


“E com o seu olhar furado de nascentes
O menino podia ver até a cor das vogais -
como o poeta Rimbaud viu.
Contou que viu a tarde latejar de andorinhas.
E viu a garça pousada na solidão de uma pedra.
E viu outro lagarto que lambia o lado azul do
silêncio.”

Manoel de Barros, em “Poemas Rupestres”

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